Rosa, uma jovem que viveu em Viterbo, Itália, durante o tempo de São Francisco de Assis, foi reconhecida como santa pelo povo local. Em 1252, o Papa Inocêncio IV atendeu ao pedido da população e iniciou o processo de sua canonização.
Embora pouco se saiba sobre sua família, Rosa era filha de João e Catarina, que serviam no mosteiro conhecido como São Damião ou Santa Clara, próximo à igreja de Santa Maria das Rosas. Desde muito jovem, Rosa manifestou habilidades milagrosas. Aos três anos, ressuscitou uma tia considerada morta, e em outras ocasiões, realizou prodígios, como produzir rosas quando seu pai acreditava que ela escondia comida para dar aos pobres.
Durante a infância, Rosa também consertou objetos quebrados e curou uma cega enquanto enfrentava uma feiticeira em Vitorquiano. Sua reputação de santa se espalhou e ela se tornou uma figura contemplativa, possivelmente influenciada pelas Clarissas do convento vizinho ou pela espiritualidade franciscana.
Aos 12 anos, Rosa ingressou na Ordem Terceira de São Francisco e se tornou uma pregadora muito popular, atraindo multidões. Nessa época, Viterbo foi invadida pelas tropas de Frederico II da Germânia, monarca do Sacro Império Romano-Germânico, que estava em conflito com a Igreja Católica. Apesar de nomeado pelo Papa Inocêncio IV, Frederico II era visto como um adversário. Enquanto Rosa permanecia reclusa, ela pedia a Deus que tivesse misericórdia de Viterbo, que havia se rendido ao imperador. Em um sonho, Cristo lhe apareceu e, inspirada, Rosa saiu às ruas com um crucifixo na mão, convocando o povo a resistir à ocupação. Isso incomodou os invasores e levou à ordem de que Rosa e seus pais deixassem a cidade para sempre.
Eles partiram em condições precárias, atravessando a neve com apenas as roupas do corpo. Em Soriano, onde se estabeleceram, Rosa continuou sua pregação, fortalecendo a fé dos crentes e convertendo hereges. Em dezembro de 1250, Rosa teve uma visão de um anjo que lhe revelou a morte iminente de Frederico II. A notícia se confirmou quando o imperador morreu misteriosamente em 13 de dezembro. Esse evento enfraqueceu os seguidores de Frederico II e trouxe paz a Viterbo. Rosa retornou à cidade como uma heroína, sendo recebida com festividades.
O povo passou a procurar Rosa em busca de conselhos espirituais. Ela tentou entrar para a vida monástica como uma monja reclusa no convento das Clarissas, mas foi recusada devido à falta de espaço. Rosa profetizou que eles se arrependeriam e a receberiam após sua morte.
Rosa faleceu em 6 de março de 1252, e o povo de Viterbo imediat
amente a venerou como santa. Seu corpo foi exumado em 1257 e encontrado em excelente estado de conservação, o que reforçou a devoção popular a ela. O Papa Alexandre IV acompanhou o traslado de seus restos mortais para o mosteiro das Clarissas.
Embora a canonização oficial de Rosa não tenha ocorrido, ela é considerada a santa padroeira da Juventude Franciscana e está incluída no martirológio romano. O processo de canonização foi retomado posteriormente, mas não foi concluído devido à morte do Papa Calisto III. Estudos científicos foram realizados no coração mumificado de Rosa, revelando anomalias e tornando-o objeto de conservação e pesquisa tanto para a igreja quanto para a ciência.
Fonte: “Revista Essa é a caminhada”
Romeu Antunes e André N. Moussa
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